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SECRETARIA DE SAÚDE DE PICUÍ É INVESTIGADA POR FALHA EM TRANSPORTE DE CRIANÇA DOENTE

Uma situação que deveria ser básica — garantir o deslocamento de uma criança doente para tratamento — acabou virando caso de Ministério Público em Picuí, no Seridó paraibano.

O promotor José Leonardo Clementino Pinto instaurou um procedimento administrativo para investigar e acompanhar a atuação da Secretaria Municipal de Saúde diante de um problema grave: a possível ausência de transporte adequado para uma criança que precisa se tratar em Campina Grande.

O ponto central não é apenas o deslocamento. É a forma como ele está sendo feito — ou deixado de lado. De acordo com o documento, o transporte oferecido (ou a falta dele) pode não atender às necessidades clínicas da criança, o que coloca em risco direto o tratamento e a própria saúde do paciente.

Na prática, o Ministério Público entrou em cena porque o básico pode não estar sendo cumprido.

O procedimento mira diretamente a Secretaria Municipal de Saúde de Picuí, que tem a obrigação legal de garantir não só o atendimento, mas também as condições para que ele aconteça. Quando o tratamento depende de outra cidade, como é o caso, o transporte adequado deixa de ser um detalhe e passa a ser parte essencial do cuidado.

E aqui não há margem para desculpas administrativas.

O direito à saúde, especialmente quando envolve criança, é considerado indisponível. Traduzindo: não é opcional, não depende de vontade política e muito menos pode ser tratado como favor.

A partir de agora, a Promotoria vai acompanhar de perto o caso. A gestão municipal pode ser chamada a explicar, corrigir a falha e garantir imediatamente um transporte compatível com a condição da criança. Se nada for resolvido, o caso pode evoluir para medidas mais duras, inclusive na Justiça.

Nos bastidores, o que esse tipo de procedimento escancara é um problema recorrente em cidades do interior: pacientes que precisam sair do município para sobreviver acabam enfrentando mais um obstáculo — a falta de estrutura básica para chegar até o tratamento.

No papel, o sistema funciona. Na vida real, quem paga a conta é quem menos pode esperar.