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João Azevêdo reage à debandada e cobra lealdade de aliados: “quero explicações”

O Ex-governador da Paraíba, João Azevêdo, deixou o tom diplomático de lado e resolveu falar mais duro com a própria base. Diante do movimento crescente de lideranças municipais migrando para outro projeto político, ele avisou que vai chamar aliados para uma conversa direta — e cobrar explicações sobre o que classificou como abandono do seu plano de disputar o Senado.

Nos bastidores, o clima já não era dos melhores. Prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e até presidentes de câmaras municipais começaram a se reposicionar politicamente, muitos deles se aproximando do nome do pré-candidato Nabor Wanderley. O movimento, que começou tímido, ganhou corpo nas últimas semanas e acendeu o alerta no núcleo político do governo.

A reação de João não veio por acaso. O projeto de chegar ao Senado sempre foi tratado como um passo natural dentro do seu grupo político. Só que, na prática, a base que deveria sustentar essa caminhada começa a dar sinais claros de rachadura.

Segundo interlocutores próximos ao governador, a cobrança não será apenas simbólica. A ideia é colocar nomes e situações na mesa, entender quem está “em cima do muro” e quem já decidiu mudar de lado. A leitura dentro do do grupo politico de João é simples: quem não estiver alinhado agora dificilmente estará lá na frente.

Do outro lado, aliados que estão migrando evitam falar em traição. O discurso é de “reorganização política” e busca por viabilidade eleitoral. Na prática, porém, o que se vê é um redesenho de forças no interior do estado, com impacto direto na disputa de 2026.

O avanço de Nabor nesse cenário não é por acaso. Com forte base em Patos e trânsito entre lideranças municipais, ele tem conseguido atrair apoios estratégicos — justamente aqueles que antes orbitavam o grupo do governador.

Agora, João Azevêdo tenta conter o desgaste antes que ele vire efeito dominó. A pergunta que fica nos bastidores é direta: ainda dá tempo de recompor a base ou o projeto do Senado já começou a escapar pelas mãos?