O ex-deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem foi detido nos Estados Unidos nesta segunda-feira, 13, pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE), de acordo com informações recebidas pela Polícia Federal brasileira. Ainda não há detalhes dos motivos da prisão.
Aliado de Ramagem, o influenciador Paulo Figueiredo afirma que ele foi detido apenas por uma infração de trânsito e que está prestando assistência para que ele não seja deportado.
Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Ramagem fugiu para os Estados Unidos durante o julgamento da ação penal da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele perdeu o mandato de deputado no fim do ano passado e foi condenado a 16 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado de Direito e golpe de Estado.
Após a condenação, o ministro do STF Alexandre de Moraes havia solicitado a extradição de Ramagem para o cumprimento da pena no Brasil. Ainda não há informações se a detenção realizada pelo serviço de imigração tem relação com esse pedido de extradição. A prisão de Ramagem já foi registrada no sistema eletrônico do ICE.
Ramagem deixou o Brasil por Roraima e entrou na Guiana de carro, de onde embarcou num avião para os Estados Unidos
O governo dos EUA vinha resistindo a cumprir outras ordens de Moraes para extraditar aliados do ex-presidente que fugiram aos EUA, como o blogueiro Allan dos Santos, foragido desde 2021.
Em nota, Paulo Figueiredo, que também vive nos Estados Unidos, afirmou que Ramagem foi detido após uma abordagem policial em Orlando por uma leve infração de trânsito e que a questão é “meramente imigratória”. Figueiredo disse que Ramagem tem um pedido de asilo pendente nos EUA e, por isso, estaria em condição legal no país.
“A Immigrex, empresa da qual sou sócio, está prestando toda a assistência a Ramagem e sua família. Nossa expectativa é de que seja liberado o mais rapidamente possível e, no momento, não vemos qualquer risco de deportação”, afirmou Figueiredo. “Isso não tem absolutamente nada a ver com o pedido de extradição do Brasil, que segue em análise no Departamento de Estado”, disse










