A Câmara Municipal de Santa Rita vive dias de pura inspiração administrativa. Sob o comando firme — e generoso — do presidente e vereador Epitácio Viturino, a Casa Legislativa resolveu redefinir o conceito de gestão pública: para que exigir expediente diário de assessores quando se pode premiá-los com gratificações suntuosas pela exemplar ausência?
Uma denúncia robusta bateu às portas do Tribunal de Contas do Estado para detalhar o modelo revolucionário de eficiência parlamentar, que mistura nepotismo escancarado, contracheques gordos e servidores com a incrível habilidade de nunca pisar no local de trabalho.
A “Guerra do Batente”: R$ 8 Mil para Não Dar Expediente
No centro do furacão está a vereadora Cleidinha de Digão, 3ª vice-presidente da Mesa Diretora. Sempre atenta às necessidades da população — ou melhor, do próprio círculo social —, a parlamentar abençoou a jovem Sarah Carvalho com uma assessoria dos sonhos de qualquer mortal: vencimentos que chegam a R$ 8 mil mensais, pagos religiosamente todos os meses.
Sarah, esposa do ex-secretário de Comunicação da gestão Emerson Panta, conta com um ritmo de trabalho invejável: zero horas presenciais. Sem tempo para a burocracia do expediente diário, sobra-lhe tempo para colher os louros do contracheque, turbinado por gratificações concedidas pelo próprio “paladino da moralidade”, o presidente Epitácio Viturino, que parece ver na assiduidade nula um mérito digno de recompensa.
O Caso Bernadete: A Sogra de Ouro da Futura Prefeita
Se você achava que a cota de bondades havia se esgotado, a vereadora Cleidinha provou que a família vem sempre em primeiro lugar. De olho na cadeira de prefeita, a parlamentar demonstrou como pretende gerir a cidade ao incluir na lista de nomeações do legislativo via seu próprio Gabinete a própria sogra, a senhora Maria Bernadete dos Santos Costa.
Com pouca escolaridade e total desconhecimento sobre a localização física do prédio do Legislativo, Dona Bernadete foi agraciada via Portaria Oficial com o cargo de Assessora da 3ª Vice-Presidência (símbolo ASP3). A remuneração? Uma quantia modesta que chega a aproximadamente R$ 9 mil mensais. O caso é de um rigor funcional impressionante: há mais de dois anos a sogra da parlamentar recebe o benefício sem sequer saber a hora do expediente ou o caminho para a sua sala.
O “X9” Avisa: O Modelo da gestão de Epitácio Viturino Veio Para Ficar
Informações de bastidores reveladas pelo “X9” da Casa indicam que a prática não é exclusividade da 3ª Vice-Presidência. O modelo “Minha Sogra, Minha Vida” virou tendência entre outros vereadores, que emplacam parentes em cargos comissionados com gratificações recheadas, que em breve também iremos mostar ,unidos pelo mesmo compromisso profissional: não saber onde fica a sala onde estão lotados.
Tudo isso, claro, sob a conivência e o olhar complacente de Epitácio Viturino, que demonstra um domínio ímpar na arte de flexibilizar leis, normas de controle e a própria Constituição Federal para honrar a folha de pagamento dos invisíveis.
Resta saber até quando a Corte de Contas e o MPPB assistirá passivamente ao espetáculo. Enquanto a resposta oficial sobre bater ponto não vem, o povo de Santa Rita segue financiando o maior e mais exclusivo clube de auxílio-parentela da Paraíba.











