O Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu receber a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, e transformou oficialmente em réus 16 investigados no escândalo envolvendo o Hospital Padre Zé, o programa Prato Cheio e empresas fornecedoras suspeitas de participação em um esquema de desvio de recursos públicos.
Entre os nomes de maior repercussão citados no processo estão Carlos Tibério Limeira Santos Fernandes,conhecido por menino do padre e Yasnaia Pollyanna Werton Dutra, apontados nas investigações conduzidas pelo Ministério Público dentro da Operação Indignus.
A decisão foi tomada após longa sessão realizada nesta quarta-feira (27) no Tribunal de Justiça da Paraíba. Com o recebimento da denúncia, os acusados passam a responder formalmente a uma ação penal que investiga supostos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, desvio de verbas públicas e fraudes em contratos e prestações de contas.
Segundo o Gaeco, o esquema teria operado dentro da estrutura administrativa ligada ao Hospital Padre Zé e instituições vinculadas à assistência social, envolvendo recursos destinados ao atendimento da população vulnerável.
Lista dos principais investigados que viraram réus
Entre os denunciados pelo Ministério Público estão:
- Egídio de Carvalho Neto
- Carlos Tibério Limeira Santos Fernandes
- Yasnaia Pollyanna Werton Dutra
- Iurikel Souza Marques de Aguiar
- Amanda Dantas
Outros investigados também foram incluídos na denúncia recebida pelo TJPB e agora passam à condição de réus no processo criminal.
As investigações apontam suspeitas de pagamentos irregulares, contratos considerados fraudulentos, supostas devoluções de recursos e movimentações financeiras incompatíveis com as atividades beneficentes da instituição.
O Ministério Público sustenta que parte dos recursos públicos destinados ao hospital e ao programa Prato Cheio teria sido desviada através de empresas fornecedoras e mecanismos financeiros considerados suspeitos pelos órgãos de investigação.
Documentos, quebras de sigilo, relatórios financeiros e mensagens obtidas durante as operações do Gaeco foram anexados à denúncia apresentada ao Tribunal de Justiça.
A decisão do TJPB representa uma das etapas mais graves enfrentadas pelos investigados desde o início do escândalo, que provocou forte repercussão política e social na Paraíba diante da dimensão das acusações envolvendo recursos da saúde e assistência social.
O processo agora seguirá para a fase de instrução criminal, com coleta de provas, oitivas de testemunhas e interrogatórios dos réus. Caso sejam condenados, os investigados poderão enfrentar penas severas, além de eventual perda de cargos públicos e obrigação de ressarcimento aos cofres públicos.











