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EUA e Israel lançam ataques coordenados antes de fim de ultimato; Irã ameaça atacar países do Golfo

Na expectativa pelo fim do ultimato dado por Donald Trump ao Irã, Estados Unidos e Israel lançaram ataques coordenados à infraestrutura militar e civil do país persa nesta terça-feira, 7. O presidente americano deu até às 21h (horário de Brasília) desta terça para que Teerã aceite um acordo que reabriria o Estreito de Ormuz, caso contrário, “uma civilização inteira morrerá”.

A escalada ocorreu depois que o Irã se retirou das negociações com os EUA nesta terça, segundo três altos funcionários iranianos que falaram ao NYT sob condição de anonimato para descrever uma questão diplomática delicada. Os ataques seriam um esforço para forçar o Irã a abrir Ormuz antes do fim do prazo final.

O Paquistão, que está mediando as conversações entre Irã e EUA, pediu que Trump estenda o prazo para daqui duas semanas, dizendo que os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica estão avançando. A Casa Branca disse que o presidente “está ciente da proposta e haverá uma resposta”.

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Horas antes do fim do prazo, Washington lançou mais de 90 ataques à Ilha de Kharg, onde fica o maior centro de exportação de petróleo do Irã. O ataque marcou a segunda vez que a ilha foi alvo de bombardeios. Israel lançou ataque

Os bombardeios israelenses foram generalizados em todo o Irã. A maioria teve como alvo a infraestrutura de transporte, mas pelo menos um deles atingiu uma instalação petroquímica na cidade de Shiraz. O primeiro-ministro de IsraelBinyamin Netanyahu, apontou que Tel-Aviv bombardeou ferrovias e pontes em diversas regiões do país persa.

De acordo com o Exército israelense, oito pontes foram atingidas nas cidades de Teerã, Karaj, Tabriz, Kashan e Qom. O governo israelense alertou os iranianos para que não utilizem os trens até as 21h, horário local (15h no horário de Brasília) por conta dos ataques.

A mídia estatal iraniana noticiou que pelo menos três pessoas morreram quando uma ponte ferroviária foi atingida na cidade de Kashan, na região central do país.

Nos últimos dias, Israel atacou várias outras instalações petroquímicas, que, segundo o país, são utilizadas pelo Irã para a fabricação de explosivos e materiais para mísseis balísticos.

Dois ataques em Teerã não foram reivindicados pelas forças americanas ou israelenses. Um deles atingiu o Grande Bazar da cidade, matando pelo menos uma pessoa e destruindo várias lojas, segundo Jalal Maleki, porta-voz do corpo de bombeiros da cidade, em declarações divulgadas pela mídia estatal iraniana.

Outro destruiu uma sinagoga, informou a mídia estatal iraniana nesta terça-feira. A sinagoga Rafi-Nia abrigava rolos da Torá que agora estão soterrados sob os escombros, disse Homayoun Sameyah Najafabadi, representante da comunidade judaica no Parlamento iraniano, à emissora estatal Press TV.

A principal notícia do dia foi a declaração de Trump nas redes sociais, de que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta”. “Agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE?”

O republicano disse que o Irã precisa fechar um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz até as 20h no horário de Washington (21h de Brasília). Os iranianos, porém, abandonaram as negociações que estavam sendo mediadas pelo Paquistão. Na ONU, o embaixador iraniano Amir-Saeid Iravani chamou a ameaça de “crime de guerra e genocídio”.