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Presidente da Câmara Municipal de João Pessoa admite “risco” eleitoral após ação do MPE e questiona prejuízo à sua candidatura

O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, vereador Dinho Dowsley, reconheceu nesta quinta-feira (27) que a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC) apresentada pelo Ministério Público Eleitoral da Paraíba representa um risco para sua campanha. Durante entrevista, o parlamentar, no entanto, questionou os possíveis impactos eleitorais do processo antes mesmo de uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral.

Dinho afirmou que, caso consiga se defender e seja posteriormente absolvido, poderá ter enfrentado um desgaste eleitoral que, segundo ele, dificilmente poderá ser reparado.

“Até que eu me defenda e seja absolvido… e o prejuízo eleitoral que eu vou ter? É inimaginável, porque fica colocando minha candidatura a risco.”

O vereador também fez uma provocação ao comentar o processo: “E o risco eleitoral que eu vou ter?”

Na avaliação de Dinho, o fato de a questão judicial estar sendo analisada depois de um período considerável pode provocar dúvidas entre os eleitores. Ele destacou ainda que, segundo sua própria manifestação, não chegou a ser indiciado no caso que motivou o questionamento apresentado à Justiça Eleitoral.

“Depois que eu fui julgado dois anos depois e nem indiciamento eu tive, e o meu prejuízo eleitoral? Pode se confundir as pessoas, mas acredito na Justiça”, declarou.

A ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral agora coloca a candidatura sob análise da Justiça Eleitoral, que deverá avaliar os argumentos apresentados pelas partes antes de decidir sobre o registro. Até uma decisão definitiva, a situação jurídica da candidatura deve ser tratada conforme as determinações da Justiça Eleitoral.

Apesar do processo, Dinho disse que não pretende reduzir o ritmo da campanha. Segundo o vereador, as atividades eleitorais continuam normalmente, com visitas, reuniões e busca por apoios políticos.

“Minha eleição nunca parou, pelo contrário. A gente tá aqui todo dia nas ruas, visitando os amigos, indo para os interiores, recebendo adesões”, afirmou.

O presidente da Câmara acrescentou que pretende permanecer em campanha até a reta final do calendário eleitoral: “Minha campanha não para, só vai parar no dia 5 de outubro, porque até o dia 4, se Deus quiser, a gente estará aí na rua pedindo os votos aos amigos”.

O caso agora entra no campo da Justiça Eleitoral, e o principal ponto para Dinho será conciliar a continuidade da campanha com a tramitação da ação que questiona sua candidatura. Uma eventual decisão desfavorável poderá produzir efeitos eleitorais relevantes, enquanto uma decisão favorável afastaria, em princípio, o obstáculo jurídico apontado pelo Ministério Público Eleitoral.

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