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PF apreende R$ 100 mil, celular de ex-prefeito de Mogeiro e material de campanha de Murilo Galdino e João Paulo Segundo

A Polícia Federal investiga a apreensão de R$ 100 mil em espécie, um celular pertencente ao ex-prefeito de Mogeiro José Alberto Ferreira e 301 unidades de materiais de campanha encontrados durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na segunda-feira (21), na BR-230, em Sobrado, na Paraíba.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, José Alberto estava em um veículo adesivado com propaganda política. No automóvel, além do dinheiro e do aparelho celular, foram encontrados santinhos dos deputados e candidatos à reeleição Murilo Galdino (Republicanos) e João Paulo Segundo (Progressistas), além de bonés, camisetas e outros materiais de campanha.

Durante a abordagem, o ex-prefeito teria informado inicialmente aos policiais que transportava R$ 50 mil, quantia que, segundo sua versão, seria proveniente da venda de camarões. Entretanto, a fiscalização encontrou R$ 100 mil, o dobro do valor inicialmente informado. Conforme o relato registrado no caso, José Alberto reconheceu que havia mais dinheiro nos envelopes, mas manteve a explicação apresentada sobre a origem dos recursos.

Dinheiro fracionado e material eleitoral entram no foco da investigação

O despacho da Polícia Federal registra que não houve prisão em flagrante. Segundo o documento, naquele momento não estavam presentes elementos suficientes para caracterizar uma situação de flagrância que justificasse a prisão do ex-prefeito.

A apreensão, entretanto, deverá ser analisada pela Polícia Federal. O documento aponta como elementos que justificam a preservação do dinheiro, dos aparelhos e dos materiais apreendidos o fracionamento do numerário em envelopes, a existência de propaganda de candidatos específicos e o fato de a abordagem ter ocorrido durante o período eleitoral.

A investigação deverá esclarecer, entre outros pontos, a origem dos R$ 100 mil, a destinação do dinheiro e se havia alguma relação entre os recursos transportados e atividades político-eleitorais. Até o momento, não há conclusão oficial de que o dinheiro tenha sido utilizado para compra de votos ou qualquer outra prática ilícita.

Deputados dizem que não foram notificados

Procurados pela imprensa, Murilo Galdino e João Paulo Segundo afirmaram que não haviam sido notificados sobre a apreensão e que tomaram conhecimento do caso por meio dos jornalistas que fizeram contato. A defesa de José Alberto Ferreira não havia sido localizada nas informações divulgadas, permanecendo aberto o espaço para manifestação.

O caso ganha relevância por envolver dinheiro em espécie, material de propaganda de candidatos e um ex-prefeito, em pleno período eleitoral. A apuração da Polícia Federal deverá determinar se existe ou não conexão entre os elementos apreendidos e alguma atividade político-eleitoral.

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