MPC-PB pede a imputação de R$ 1.472.731,39 ao ex-prefeito Ttó Ribeiro referentes a despesas com combustíveis que, na avaliação do órgão, não teriam sido devidamente comprovadas.
Também foram apontados R$ 9.476,80 em despesas não comprovadas com pessoal e outros R$ 834.806,02 relativos ao pagamento de gratificações sem amparo legal a servidores contratados e comissionados.
Somados, os valores ultrapassam R$ 2,3 milhões.
E aqui vale aquela velha máxima da política: quando a conta chega, não adianta tentar colocar a culpa no garçom.
Problemas não param nos números
O parecer do Ministério Público de Contas também menciona outras situações que precisam ser corrigidas, incluindo possíveis irregularidades em contratações temporárias, utilização de pessoas físicas e jurídicas para atividades de caráter contínuo, acumulação ilegal de cargos e questões relacionadas ao recolhimento de contribuições previdenciárias.
O documento ainda registra a necessidade de regularização de valores relacionados ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que teriam sido pagos indevidamente a servidores da Saúde sem a correspondente retenção em folha.
Também há determinação para que a atual administração faça, nos exercícios seguintes, a compensação financeira de recursos destinados à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) que ficaram pendentes de aplicação referentes aos exercícios de 2020 e 2021.
E politicamente? A situação também não é das melhores
Se administrativamente Totó Ribeiro tem uma conta pesada para explicar, politicamente o cenário também está longe de ser confortável.
O ex-prefeito, que já teve uma base política significativa em Curral de Cima, hoje enfrenta um processo evidente de esvaziamento do seu grupo.
E o capítulo mais curioso dessa história envolve justamente o vereador Tatá da Oficina, apontado como o único vereador ainda ligado ao grupo do ex-prefeito.
Só que, nos bastidores, Tatá já estaria demonstrando sinais de que o namoro político com Totó pode estar chegando ao fim.
Pelo comportamento recente e pela movimentação política, a pergunta em Curral de Cima já não seria se Tatá vai desembarcar, mas quando.
A conferir se o vereador vai continuar segurando a bandeira de Totó ou se, como dizem nos corredores da política, já está apenas esperando data e hora para estacionar a oficina do outro lado da rua.
Totó ficou sem grupo?
A política é dinâmica, mas uma coisa é difícil de esconder: quando aliados começam a procurar outra sombra, é porque o sol do líder já não está brilhando como antes.
Totó Ribeiro parece viver justamente esse momento.
De um lado, um parecer do MPC-PB recomendando reprovação das contas de governo e irregularidade das contas de gestão de 2023, com mais de R$ 2,3 milhões em débitos apontados.
Do outro, uma base política que encolheu e um vereador que, ao que tudo indica, já estaria olhando com carinho para o grupo do prefeito atual Adjalmir.
Se Tatá realmente fizer o desembarque, Totó poderá descobrir que o problema de uma liderança política não é apenas perder uma eleição.
DA REDAÇÃO










