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Câmara de Santa Rita PB apresenta despesas que somam1.674.316 mais de 1 milhão e meio de reais em Janeiro de 2026 ,mais R$ 117 mil evaporam e banheiro feminino segue em ruínas: o curioso milagre da “reforma invisível” na Câmara de Santa Rita

Só no mês de janeiro, a Câmara Municipal de Santa Rita apresentou despesas que somam R$ 1.674.316,37, valor robusto para o primeiro mês do ano legislativo. Dentro desse universo de gastos, chama atenção um item específico: R$ 117 mil destinados a reformas que, na prática, parecem não ter saído do papel.

Documentos oficiais apontam gastos que somam cerca de R$ 117 mil em reformas, mas quem se arrisca a visitar o sanitário feminino encontra um cenário que está longe de qualquer padrão mínimo de dignidade. O ambiente segue em estado deplorável, com sinais evidentes de abandono, apesar das sucessivas despesas registradas como se tudo estivesse em perfeito funcionamento.

É o tipo de milagre administrativo que desafia até a lógica mais generosa.

Nos corredores, o assunto deixou de ser apenas o banheiro e passou a atingir o discurso do próprio presidente da Casa, conhecido por adotar o papel de paladino da moralidade, sempre pronto para bravatas e críticas contra secretários municipais — como no episódio envolvendo a secretária de Educação, Dra. Edilene, irmã de um vereador.

Mas, ao que tudo indica, o rigor moral que ecoa nos microfones não parece ter a mesma força quando o espelho está voltado para dentro.

Nos bastidores, vereadores já falam em abrir a “caixa-preta”, expressão usada para definir contratos e despesas que, segundo comentários internos, precisariam ser melhor explicados. Há ainda menções a gastos supostamente realizados com empresas ligadas ao próprio círculo familiar, situação que, se confirmada, levanta questionamentos sérios e inevitáveis.

Diante do cenário, cresce a expectativa de que o Ministério Público da Paraíba possa analisar os contratos e verificar se houve irregularidades ou apenas mais um caso de ineficiência extrema travestida de reforma.

Enquanto isso, na prática, o banheiro feminino segue como um símbolo constrangedor da distância entre o discurso inflamado e a realidade concreta.

Em Santa Rita, ao que parece, o papel aceita tudo — inclusive reformas que ninguém consegue encontrar.

E o contribuinte, como sempre, paga a conta… mesmo quando a obra só existe na imaginação burocrática.