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Carnaval sob sangue e violência: mortos, adolescente executado e crimes brutais marcam o feriadão na Grande João Pessoa

O Carnaval de 2026 na Grande João Pessoa entra para o balanço policial como um dos mais violentos dos últimos anos. Até esta segunda-feira (16), o que deveria ser festa se transformou em uma sequência de mortes, ataques armados, execução de adolescente e assassinato com requintes de brutalidade, deixando um rastro de medo e revolta.

Ataque a tiros deixa mortos, adolescente executado e feridos em estado grave

O episódio mais chocante aconteceu na madrugada do domingo (15), durante uma festa na cidade de Santa Rita, quando um ataque a tiros provocou mortes e pânico generalizado.

Foram liberados pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) os corpos de Hebert Araújo do Nascimento e Gabriel dos Santos Nascimento, ambos de 24 anos. Eles morreram ainda no local após serem atingidos pelos disparos.

Mas a violência foi ainda mais cruel. O adolescente Mateus Eduardo dos Santos Freire, de apenas 16 anos, também foi morto no ataque. O corpo dele permanece no IPC porque não possuía documento oficial com foto. A mãe precisou fornecer material para exame de DNA, e o resultado pode demorar até 90 dias. Só depois disso o jovem poderá ser sepultado, prolongando o sofrimento da família.

Além dos mortos, seis pessoas foram baleadas. Três seguem internadas no Hospital de Trauma de João Pessoa. Dois pacientes, de 25 e 21 anos, estão estáveis, enquanto um homem de 26 anos permanece em estado grave.

A Polícia Militar revelou que cerca de 20 pessoas são suspeitas de participar da ação criminosa, o que reforça a dimensão e a ousadia do ataque.

Durante buscas nesta segunda-feira (16), a PM encontrou um acampamento improvisado em área de mata, com barracas, roupas e objetos. A suspeita é de que o local tenha sido usado pelos envolvidos no massacre.

Assassinato com enxada expõe brutalidade em Lucena

A violência não parou por aí. No município de Lucena, um homem foi assassinado com golpes de enxada após uma discussão durante um trabalho em uma construção, na localidade de Costinha.

Segundo a Polícia Militar, o acusado, de 28 anos, atacou a vítima de forma fatal e tentou fugir, mas foi preso em flagrante.

O crime, marcado pela extrema brutalidade, reforça o clima de tensão que tomou conta do litoral durante o período carnavalesco.

Carnaval sob medo e reforço policial

Diante da escalada da violência, a Polícia Militar confirmou o reforço das ações na Grande João Pessoa, com rondas, abordagens e incursões em áreas consideradas críticas.

Outro crime que chocou o estado foi o assassinato do comerciante Walter, da cidade de São Vicente do Seridó.

Ele foi morto na noite do sábado (14), dentro de sua casa de veraneio em Lucena, enquanto estava deitado no sofá.

O assassinato, cometido dentro da própria residência, causou revolta e medo entre moradores e veranistas.

As primeiras informações indicam que Walter pode ter sido vítima de um crime por engano, já que era conhecido como trabalhador e não tinha histórico de conflitos.

O caso levanta ainda mais preocupação sobre a ousadia dos criminosos, que agem sem qualquer receio, nem mesmo dentro de residências.


Homem é assassinado com golpes de enxada

Também em Lucena, outro crime brutal foi registrado.

Um homem foi assassinado com golpes de enxada após uma discussão enquanto trabalhava em uma construção, na localidade de Costinha.

O suspeito, de 28 anos, tentou fugir, mas foi preso em flagrante pela Polícia Militar.


Estado de alerta e medo no Carnaval

Diante da onda de violência, a Polícia Militar reforçou o policiamento com rondas, incursões e abordagens em áreas consideradas críticas.

Mesmo com as ações, o saldo é considerado extremamente preocupante.

O Carnaval de 2026 entra para a história recente da segurança pública da Paraíba como um dos mais sangrentos, com:

  • ataque armado com múltiplas mortes
  • execução de adolescente
  • comerciante assassinado dentro de casa
  • homicídio brutal com enxada
  • feridos em estado grave

Enquanto o som das festas ainda ecoa, famílias choram seus mortos e a população convive com um sentimento crescente de insegurança.

O que era para ser festa virou manchete policial. O que era alegria terminou em tragédia.

O que deveria ser um período de alegria terminou marcado por: