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Pressionado por militantes da causa animal, Epitácio Viturino tira da gaveta projeto que ficou seis meses parado na Câmara

Militantes da causa animal precisaram ocupar as ruas e fazer barulho para que a Câmara Municipal de Santa Rita finalmente se mexesse. O motivo do protesto foi claro: o engavetamento, por seis longos meses, do projeto que cria a Secretaria Municipal do Bem-Estar Animal, uma proposta considerada essencial por protetores independentes e entidades ligadas à defesa dos animais.

O projeto ficou literalmente sentado na mesa do presidente da Câmara, vereador Epitácio Viturino, sem qualquer justificativa plausível. Entre dias, semanas e meses perdidos, foram seis meses de atraso, enquanto a cidade seguia sem uma política pública estruturada para a causa animal.

Somente após a pressão popular e a exposição do caso, o presidente do Legislativo resolveu colocar a matéria em votação. O resultado? O projeto foi aprovado e a secretaria criada, deixando evidente que o problema nunca foi o projeto — foi quem o segurava.

Nos corredores da Câmara, a avaliação é dura: Epitácio Viturino tem se mostrado mais um obstáculo do que uma liderança, alguém sem objetivo claro além de atrapalhar o andamento de projetos importantes para Santa Rita. Há quem diga, sem rodeios, que o desempenho do vereador o coloca mais como um entrave institucional do que como alguém comprometido com o trabalho legislativo.

Críticos vão além e classificam o comportamento como pura cara de pau política. O mesmo vereador que posa nas redes sociais como denunciante de supostos superfaturamentos na coleta de lixo é acusado de silenciar completamente diante do Ministério Público da Paraíba, sem formalizar denúncias ou apresentar provas às autoridades competentes. Para muitos, o discurso moralista não passa de um teatro cuidadosamente ensaiado para a plateia digital.

“Paladino da moralidade nas redes, mudo diante dos órgãos de controle”, resumiu um observador da política local.

E se alguém se perguntar qual foi a grande contribuição de Epitácio Viturino ao longo de todo o ano de 2025, a resposta surge com ironia amarga: o voto de minerva que permitiu a participação remota, nas sessões da Câmara, do vereador Vagner de Bebé, preso por suposta prática de homicídios na Região Metropolitana.

Entre engavetar projetos da causa animal, atrasar políticas públicas e protagonizar decisões no mínimo controversas, cresce em Santa Rita a sensação de que o presidente da Câmara fala muito, entrega pouco e atrapalha bastante.