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O ‘Vendedor de Votos’ do Vale: o velho golpe eleitoral que continua fazendo vítimas na política da picaretagem

Nos bastidores da política do Vale do Mamanguape, um personagem já ganhou fama por vender o que nunca entrega: votos. E, ao que tudo indica, ainda encontra compradores dispostos a acreditar na mesma conversa de sempre.

Em ano pré-eleitoral, surgem novamente figuras que se autoproclamam “donos” de milhares de votos, capazes de decidir o destino de qualquer candidatura. O roteiro é antigo, mas continua funcionando para quem prefere acreditar na lábia em vez da realidade das urnas.

Segundo relatos obtidos por fontes ligadas ao meio político, um conhecido articulador da região teria negociado apoio a um pré-candidato a deputado estadual, prometendo a entrega de 1.000 votos. O preço da mercadoria invisível? R$ 100 mil.

O detalhe curioso é que, conforme as informações recebidas, o pagamento teria sido realizado via PIX, mas não diretamente para a conta do suposto negociador. O dinheiro teria sido transferido para a conta de um terceiro — um ex-auxiliar do operador político que atualmente estaria afastado da vida pública. A circunstância, se confirmada, naturalmente desperta questionamentos sobre a forma utilizada para a movimentação financeira.

No interior, existe um termo bastante conhecido para esse tipo de personagem: “bom de conversa”. Em linguagem mais direta, é aquele que vende influência, amizade, acesso e votos como se fossem mercadorias estocadas em um depósito. O problema é que, quando chega a eleição, o estoque costuma desaparecer junto com as promessas.

Fontes afirmam que essa não seria a primeira vez que o mesmo operador é apontado como protagonista desse tipo de negociação. A estratégia, segundo os relatos, seria praticamente um padrão: apresenta números grandiosos, garante apoio político, recebe antecipadamente e, depois da eleição, a matemática simplesmente não fecha.

Na política, porém, há uma diferença entre promessa e comprovante de votação. PIX deixa registro. Urna deixa resultado,a velha picaretagem esta de volta

Nos bastidores, comenta-se que alguns políticos que se consideraram prejudicados passaram a cobrar explicações de maneira cada vez mais contundente. Há relatos de que, em determinados casos, a insatisfação extrapolou o campo político e chegou ao confronto pessoal, refletindo o tamanho do prejuízo atribuído às promessas não cumpridas.

Enquanto isso, o suposto “corretor de votos” continua circulando pelos gabinetes, apresentando-se como peça indispensável para qualquer campanha. Afinal, sempre existe um candidato disposto a acreditar que votos podem ser comprados em atacado por transferência bancária.