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O Papai Noel que custou aos santaritenses mais de R$ 300 mil em salários pagos pelo contribuinte após o fim de 2025

Em Santa Rita, o ano legislativo de 2025 já ficou para trás, mas o constrangimento político permanece. O presidente da Câmara Municipal, Epitácio Viturino, entrou para a memória da cidade não por projetos, debates ou avanços institucionais, mas por um gesto simbólico que resumiu sua gestão: aparecer fantasiado de Papai Noel no momento em que a Casa atravessava seu pior período de descredibilidade.

Com o ano oficialmente encerrado, o balanço é amargo. Enquanto o plenário acumulava desorganização, falta de comando e sessões marcadas pelo improviso, o “bom velhinho” da Câmara recebeu mais de R$ 300 mil em salários ao longo de 2025, dinheiro que saiu diretamente do bolso do contribuinte santaritense.

Epitácio pode, sem exageros, se considerar um presidente sortudo. Em um cenário político que exige preparo, leitura e domínio do regimento interno, sua atuação mostrou que a cadeira da presidência pode ser ocupada mesmo sem demonstrar capacidade para conduzir um plenário. Perdido em sessões, inseguro nas decisões e incapaz de impor ordem, transformou a Câmara em palco de cenas que hoje viraram motivo de crítica pública.

Projetos estruturantes para Santa Rita praticamente não existiram. O que se viu foi a repetição de um modelo político ultrapassado, herdado de um passado familiar já rejeitado pela vida pública, agora reapresentado em um curto e apagado ciclo político.

Com o fim de 2025, ficam as perguntas que insistem em ecoar nas ruas: além do salário robusto, quem bancou telefone, combustível, viagens e demais privilégios? O cidadão comum, que trabalha longas jornadas e não tem direito a essas “regalias”, certamente sabe a resposta.

No balanço final, a fantasia natalina virou símbolo. O ano acabou, o dinheiro foi pago e o legado deixado é um só: muito custo, pouco resultado e uma Câmara que terminou 2025 menor do que começou