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Ex-prefeito de Baía da Traição (PB) e esposa são acusados de montar provedor clandestino para monitorar servidores e controlar eleitores

Baía da Traição (PB) – Mesmo fora do cargo, o ex-prefeito Euclides Sérgio, conhecido como Serginho Lima, voltou ao centro de uma crise política que abala a cidade. Ele e sua esposa, Gabriela Freitas, são alvo de denúncias que apontam para abuso de poder, Suposta prática de corrupção e uso ilegal de estrutura privada para monitoramento político durante sua gestão

De acordo com informações divulgadas por denunciantes ligados ao serviço público, Serginho e Gabriela teriam colocado a babá da família como prefeita “laranja”, garantindo que, mesmo sem ocupar oficialmente a chefia do Executivo, o casal continuasse controlando decisões, contratos e verbas municipais – uma prática que, se comprovada, configura fraude administrativa e usurpação de função pública.

Outro ponto explosivo envolve um suposto provedor clandestino de internet, criado sem licença legal e com participação direta do ex-prefeito e da esposa no quadro societário. A estrutura teria sido montada para vigiar servidores contratados pela gestão e manter influência sobre grupos ligados ao governo, transformando um serviço essencial em mecanismo de controle político.

Relatos apontam ainda que, durante a administração de Serginho, servidores municipais teriam supostamente sofrido descontos ilegais em folha, referentes ao pagamento obrigatório da internet vinculada ao grupo do ex-prefeito. Quem tentava recusar o serviço, segundo os denunciantes, era pressionado ou temia retaliações.

Com a repercussão das acusações, cresce a cobrança para que o Ministério Público da Paraíba e órgãos de fiscalização investiguem detalhadamente o período em que Serginho esteve à frente da Prefeitura, apurando possíveis crimes administrativos, eleitorais, financeiros e violações de direitos individuais.

Hoje fora do poder, Serginho Lima ainda é visto por adversários como figura dominante nos bastidores da cidade, e as denúncias reacendem o debate sobre uso político da máquina pública, controle sobre servidores e violação de normas federais de telecomunicação.

A população, por sua vez, espera transparência, responsabilização e respostas concretas, enquanto Baía da Traição tenta superar um ciclo marcado por suspeitas graves e repercussão estadual.