A Baía da Traição parece viver uma realidade paralela quando o assunto é gestão pública. Mesmo após alertas reiterados do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, a prefeitura segue desafiando recomendações básicas de controle fiscal — e, ao que tudo indica, sem qualquer pressa de mudar de rumo.
Os números chamam atenção: mais de 400% de cargos comissionados em relação ao que seria considerado razoável. Uma máquina pública inflada, pesada e, curiosamente, pouco eficiente. Afinal, quando a folha cresce mais rápido que os serviços, alguém precisa explicar quem está realmente trabalhando.
Mas o ponto mais sensível não está apenas na quantidade — e sim na “qualidade” dessas contratações.
Servidores que existem… mas ninguém vê
Entre os casos que levantam suspeitas está o da Ex-prefeita de Marcação servidora comissionada que, oficialmente, recebe salário na prefeitura de Baía da Traição como comprova o SAGRES, mas cuja presença física parece ser um detalhe dispensável. Segundo denúncias, trata-se de alguém que sequer comparece ao local de trabalho.
Para tornar a situação ainda mais pitoresca, a mesma Ex- prefeitta também aparece vinculada à folha da prefeitura de Marcação, onde exerceria função com salário de cerca de R$ 5 mil. Já em Baía da Traição, o contracheque gira em torno de R$ 4.118,00 — valor recebido já em 17/3/2026 valor nada modesto para alguém que, segundo relatos, é mais conhecida no papel do que nos corredores da Gestão publica de Baia da Traição ,procurada pelo portal a prefeita da cidade como sempre não foi encontrada
O dado mais intrigante — ou escandaloso — é que, ao longo de 2025, ela teria recebido quase R$ 40 mil dos cofres públicos sem ter dado um único dia de expediente. Um privilégio que contrasta diretamente com a realidade de quem trabalha de verdade para justificar cada centavo recebido.

Coincidência? Acúmulo irregular? Ou apenas mais um capítulo do velho roteiro do “funcionário fantasma”?
O fato é que práticas como essa não apenas afrontam diretamente o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, como também entram na mira do Ministério Público da Paraíba, que já possui entendimento consolidado contra esse tipo de irregularidade.
Ouvidos moucos e folha cheia
Apesar dos alertas institucionais, a gestão municipal parece ter adotado uma estratégia simples: ignorar. Enquanto isso, a folha de pessoal segue inflada, como se os cofres públicos fossem elásticos — ou infinitos.
E a população? Essa continua esperando serviços básicos compatíveis com o volume de recursos gastos.
Crescimento ao contrário
No meio desse cenário, Baía da Traição avança… para trás. Como diz o ditado, “cresce feito rabo de cavalo”: para baixo. E, como se não bastasse a desorganização administrativa, surgem ainda preocupações maiores envolvendo possíveis pressões sobre territórios indígenas, com projetos que, segundo críticas, abririam espaço para grandes empreendimentos imobiliários.
Para muitos moradores, isso soa como ameaça. Para outros, mais alinhados ao poder, pode parecer oportunidade.
O sonho de poucos, o prejuízo de muitos
Nos bastidores, há quem diga que esse modelo atende a interesses antigos — inclusive ligados ao ex-prefeito Serginho Lima. Se é coincidência ou continuidade de um projeto de poder, caberia às autoridades investigar.









