A popularidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofreu uma queda acentuada e atingiu o nível mais baixo desde o início de seu atual mandato, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira (24).
De acordo com o levantamento, apenas 36% dos americanos aprovam o desempenho do republicano — um recuo significativo em relação aos 40% registrados na semana anterior.
A queda na aprovação está diretamente ligada a dois fatores centrais: a escalada da guerra no Irã e o impacto da disparada nos preços dos combustíveis, que vêm pressionando o custo de vida da população.
Guerra pesa e divide opinião pública
O conflito no Oriente Médio, iniciado após ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro, tem gerado forte rejeição entre os الأمريكيanos.
Segundo a pesquisa, 61% da população desaprova as ações militares, enquanto apenas 35% apoiam os ataques — sinal de desgaste político para Trump em um tema sensível.
Além disso, cresce a percepção de insegurança: parcela significativa dos entrevistados avalia que o conflito pode tornar os Estados Unidos menos seguros no longo prazo.
Economia vira calcanhar de Aquiles
Outro fator decisivo para a queda na popularidade é a economia. O aumento nos preços dos combustíveis, impulsionado pela instabilidade no Oriente Médio e pelo impacto no fluxo global de petróleo, tem afetado diretamente o bolso dos الأمريكيanos.
Apenas 25% aprovam a condução de Trump em relação ao custo de vida, um dos principais temas de sua campanha eleitoral. Já a aprovação na área econômica caiu para cerca de 29%, o pior índice de suas duas passagens pela Casa Branca.
Base republicana ainda sustenta presidente
Apesar da queda geral, Trump mantém apoio significativo entre eleitores republicanos. Ainda assim, até mesmo dentro do partido já há sinais de desgaste, especialmente em relação à condução da economia.
Cenário político em alerta
A pesquisa ouviu 1.272 adultos em todo o país e tem margem de erro de três pontos percentuais.
O resultado acende um alerta para a Casa Branca, já que combina insatisfação econômica com rejeição a decisões militares — dois fatores historicamente decisivos para o humor do eleitorado americano.










