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Alvo de investigação policial, vereador de Santa Rita já propôs regra para permitir participação de parlamentares presos em sessões

O vereador João Alves, que se tornou alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Civil nesta quarta-feira (8) durante uma investigação que apura a atuação de grupos ligados ao tráfico de drogas em Santa Rita, já havia protagonizado outra polêmica no início deste ano dentro da Câmara Municipal.

Na época, o parlamentar apresentou um projeto de resolução que permitia que vereadores presos participassem das sessões do Legislativo, mesmo estando sob custódia da Justiça.

A proposta chegou a ser aprovada pelos próprios vereadores, provocando forte reação negativa da opinião pública e questionamentos sobre a moralidade da medida. Diante da repercussão, os parlamentares acabaram recuando e revogando a resolução pouco tempo depois, anulando a mudança no regimento da Casa.

Nos bastidores da política local, a iniciativa foi interpretada como uma medida que poderia beneficiar diretamente o então vereador Wagner de Bebé, que estava preso à época e, com a alteração, poderia participar das sessões e votações da Câmara mesmo encarcerado.

Agora, meses após a polêmica legislativa, o autor da proposta volta ao centro das atenções após se tornar alvo de uma operação da Polícia Civil, que investiga possíveis conexões entre grupos criminosos e agentes públicos na cidade.

A operação desta quarta-feira reacende o debate sobre a crise institucional e os sucessivos episódios controversos envolvendo a Câmara Municipal de Santa Rita, que nos últimos anos tem sido palco de investigações policiais e escândalos políticos.

João Alves nega completamente qualquer envolvimento ou relação com o tráfico. Em entrevista à Rádio CBN, ele afirmou que atua como advogado, mas “não tenho nada a ver com os fatos”.

“Ao final do inquérito vai ficar comprovado que não tenho nenhuma ligação. Opositores políticos se usaram desse artifício para formalizar denúncias criminosas tentando macular nossa imagem”, disse à Rádio CBN.

A polícia cumpriu mandados de busca na residência, no escritório e no Gabinete de João Alves na Câmara de Vereadores. O vereador chegou a ir para a delegacia, mas não foi detido.

Um aparelho celular dele foi apreendido.

O delegado Aneilton Castro, da Polícia Civil, confirmou as BUSCAS