Um levantamento baseado em planilhas oficiais referentes ao período de janeiro de 2015 a maio de 2023 revela que integrantes do Ministério Público de Contas da Paraíba (MPC-PB) receberam, ao todo, mais de R$ 23 milhões em valores corrigidos, somando vencimentos, benefícios e verbas indenizatórias.
Os dados chamam atenção pelo volume concentrado em um número restrito de membros, em contraste com a realidade vivida por grande parte do funcionalismo público estadual, que enfrenta congelamento salarial, perdas inflacionárias e restrições orçamentárias nos últimos anos.
Valores pagos a conselheiros do TCE-PB
Entre os conselheiros que aparecem na planilha, os valores recebidos individualmente superam R$ 1,7 milhão:
- Arnóbio Alves Viana – R$ 1.838.736,06
- Antônio Gomes Vieira Filho – R$ 1.777.606,28
- André Carlo Torres Pontes – R$ 1.838.736,06
- Antônio Nominando Diniz Filho – R$ 1.838.736,06
- Fábio Túlio Filgueiras Nogueira – R$ 1.838.736,06
- Renato Sérgio Santiago Melo – R$ 1.746.799,26
Procuradores também figuram na lista
O levantamento aponta ainda pagamentos expressivos a membros do Ministério Público de Contas:
- Marcílio Toscano França Filho – R$ 1.746.799,26
- Sheyla Barreto Braga de Queiroz – R$ 1.746.799,26
- Elvira Samara Pereira de Oliveira – R$ 1.746.799,26
- Isabella Barbosa Marinho Falcão – R$ 1.746.799,26
- Luciano Andrade Farias – R$ 1.733.722,62
- Manoel Antônio dos Santos Neto – R$ 1.733.722,62
- Bradson Tibério Luna Camelo – R$ 1.733.722,62
Total ultrapassa R$ 23 milhões
Somados, os valores pagos atingem R$ 23.067.714,65, montante que reacende o debate público sobre supersalários, legalidade de verbas retroativas e a distância entre os vencimentos da alta cúpula dos órgãos de controle e a realidade enfrentada pela maioria dos servidores públicos.
Especialistas defendem maior transparência, revisão dos critérios de pagamento e fortalecimento dos mecanismos de controle social para garantir equilíbrio e responsabilidade no uso dos recursos públicos.











