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Treze anos de casa e uma demissão dolorosa: jornalista expõe bastidores do SBT Paraíba e faz críticas à ex- gestão de Sérgio Pavanelle

Relato de Polliana Sorrentino reacende o debate sobre respeito aos profissionais, pressão no ambiente de trabalho e os bastidores da televisão paraibana.

Os bastidores da televisão paraibana voltaram ao centro das atenções após a jornalista e apresentadora Polliana Sorrentino divulgar um vídeo no qual relata sua experiência profissional na TH+ SBT Paraíba. Com 13 anos de trajetória na emissora, a profissional descreve o que considera uma verdadeira via-crúcis até sua demissão e faz críticas contundentes ao ambiente de trabalho após a transição de gestão.

No relato, Polliana aponta diferenças significativas entre o período em que a emissora esteve sob o comando do Grupo Marquise e a fase posterior. Segundo ela, o respeito aos profissionais era uma característica do período anterior, enquanto, após a mudança, o ambiente teria tomado outro rumo, marcado, em sua avaliação, por perseguições e pelo temor constante de perder o emprego.

Sérgio Pavanelle no centro das críticas

Entre os nomes mencionados no contexto das críticas está Sérgio Pavanelle, ex-diretor de jornalismo da TH+ SBT Paraíba. Segundo o relato atribuído à jornalista, a condução da gestão teria sido marcada por práticas que ela considera incompatíveis com o respeito devido aos profissionais da comunicação.

As críticas colocam em discussão o exercício da autoridade nas redações e os limites entre cobrança por resultados e tratamento dispensado às equipes. Em um ambiente no qual a pressão por audiência e produtividade faz parte da rotina, a questão central é saber até que ponto as exigências profissionais podem comprometer a dignidade de quem está por trás das câmeras.

As acusações, entretanto, devem ser compreendidas como declarações atribuídas à jornalista, e não como fatos definitivamente comprovados.

Treze anos de trabalho e um desfecho traumático

O ponto mais contundente do relato de Polliana Sorrentino é a forma como afirma ter sido desligada da emissora depois de 13 anos de trabalho.

Para uma profissional que dedicou mais de uma década à empresa, a saída representa, segundo sua narrativa, muito mais do que o encerramento de um vínculo empregatício. O episódio levanta questionamentos sobre reconhecimento profissional, relações de trabalho e a maneira como empresas de comunicação conduzem o desligamento de seus colaboradores,VEJA VIDEO

No vídeo, a jornalista apresenta detalhes do que descreve como uma verdadeira via-crúcis. Seu depoimento coloca em evidência uma discussão que ultrapassa os limites de uma emissora: o tratamento dispensado aos profissionais que constroem, diariamente, a credibilidade e a audiência de um veículo de comunicação.

Quando a autoridade deixa de ser liderança

O episódio também reacende uma reflexão sobre o papel de quem ocupa cargos de direção no jornalismo. Liderar uma equipe exige competência técnica, responsabilidade editorial e capacidade de administrar conflitos. O cargo de chefia, por si só, não autoriza qualquer forma de tratamento aos subordinados,muitos falta de respeito a ser humano seja ele ou ela

As declarações de Polliana Sorrentino merecem atenção justamente porque partem de uma profissional que afirma ter acumulado 13 anos de experiência na emissora. Seu relato precisa ser ouvido, contextualizado e confrontado com os esclarecimentos dos envolvidos.

A pergunta que fica é direta: como uma profissional que dedicou 13 anos à televisão encerra sua passagem pela emissora relatando uma experiência tão dolorosa?

No jornalismo, cargos passam, gestões mudam e empresas seguem seus caminhos. O respeito à dignidade dos profissionais, porém, deve permanecer como princípio inegociável.

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