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Casa da “Rachadinha” e da Propina: Em Lucena, escândalos de Mersinho da UP vereador acusado de cobrar propina de empresário e o vereador Keninho investigado por suposta pratica de rachadinha transformam a Câmara Municipal em caso de Justiça

Com presidente acusado de suposto esquemas cobrança de propina a empresários e o vereador Keninho investigado pelo Ministério Público por reter salários, o Legislativo municipal parece funcionar como balcão de negócios particulares.

LUCENA — A Câmara Municipal de Lucena parece ter transformado o expediente parlamentar em uma autêntica central de repasses e contracheques divididos. Enquanto a população local espera por projetos de impacto para o município, a política local vem sendo alimentada por um cardápio recheado de escândalos, denúncias de “rachadinha” e supostos esquemas de propina.

O escândalo mais recente envolve o vereador Keninho. O Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB), por meio da Promotoria de Justiça de Cabedelo, converteu a Notícia de Fato no Procedimento Preparatório nº 014.2026.001564 para apurar a retenção indevida de salários de servidores — a popular “rachadinha”. Segundo os autos, o suposto desvio contava até com o envolvimento de um assessor jurídico identificado como “Gilberto”.

Do comando à bancada: a rotina de denúncias na Casa

Mas Keninho não reina sozinho no radar das polêmicas. Outra denúncia ganha força e contornos ainda mais graves quando observada a gestão da própria presidência da Casa, sob o comando do vereador Mersinho da UP.

Mersinho da UP acumula acusações graves no bastidor político de Lucena: além de denúncias de suposta “rachadinha” e suposto desvio de recursos públicos, pesam contra ele suspeitas de envolvimento em repasses irregulares e suposta propina com empresários e contratos do setor de mídia e comunicação. A acusação de utilizar a máquina pública e contratos para favorecer aliados os fatos colocou o presidente do Legislativo sob constante desconfiança pública.

O jogo de empurra e a intervenção do MPPB

Se as denúncias sobre Keninho e Mersinho da UP desenham um quadro estarrecedor, a postura institucional da Câmara de Lucena frente às autoridades consegue ser ainda mais pitoresca. Ao ser formalmente oficiado pelo Promotor de Justiça Ronaldo José Guerra para enviar documentos da folha de pagamento e apurações internas, o Legislativo respondeu com um modesto e-mail e um número de WhatsApp pedindo link de audiência — sem enviar uma só página dos documentos exigidos.

Diante do jogo de empurra, o Ministério Público perdeu a paciência: esgotou o prazo formal, instaurou o Procedimento Preparatório e determinou um pente-fino nos registros do portal SAGRES do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB).

A conta que a população paga

A apuração sobre Keninho — desmembrada do Inquérito Civil nº 001.2022.004414 — junta-se ao histórico de suspeitas que envolvem a cúpula do Legislativo de Lucena. Enquanto os vereadores continuam sob a lupa da Promotoria de Justiça de Cabedelo, fica a incômoda certeza de que, na Câmara de Lucena, o interesse público há muito tempo ficou em segundo plano.

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